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Tecnologia

O uso excessivo do Smartphone pode causar prejuízos

A aderência e o manuseio descontrolado do aparelho têm tomado proporções assustadoras

07/02/2020 15h05Atualizado há 2 semanas
Por: Jeferson Silva
Foto: Reprodução (The Atlantic/In Focus/VCG/Getty)
Foto: Reprodução (The Atlantic/In Focus/VCG/Getty)

No decorrer dos anos, as vendas de novos aparelhos celulares têm aumentado significativamente. Segundo a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), no Brasil, de acordo com o levantamento feito, há hoje 230 milhões de celulares ativos no País e foi superada a marca de um aparelho por habitante.

Segundo dados da consultoria Webshoppers em 2019, o comércio eletrônico no Brasil saltou em 15% e faturou 61,2 bilhões de reais em dispositivos vendidos, na prática isso significa um total de 44,4 milhões de aparelhos. A explicação para isso está na implementação de novos recursos, ferramentas e funções que em poucos dias conquista os usuários e fomenta a compra daquele novo produto.

Mas será que esse uso tão exagerado e excessivo do aparelho traz algum problema à saúde? De acordo com a neurologista Kelly Galvão, o Brasil sofreu um “boom” tecnológico e alerta para o uso inadequado dos eletrônicos que em alguns casos pode trazer danos físicos à saúde.

“A recorrência de dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, dores musculares, e por vezes falta de apetite, são manifestações físicas que estão associadas ao uso desenfreado do smartphone”.

Pesquisadores da Universidade Privada em Seul, na Coreia do Sul, realizaram um estudo a fim de investigar como essa dependência altera a química cerebral. Para isso, o neurorradiologista Hyung Suk Seo decidiu observar um grupo de dezenove adolescente na faixa dos 15 a 17 anos com diagnóstico de dependência em tecnologia.

Os resultados dos testes realizados revelaram que esses jovens tiveram níveis bem consideráveis de depressão, impulsos e insônia. Além disso, foram testados os níveis do neurotransmissor, denominado GABA, que inibe ou retarda sinais vitais no cérebro. Ele ainda torna os neurônios dependentes que acabam entrando em um processo de encolhimento e cada vez mais propensos ao uso dos eletrônicos.

 Especialistas ligados à área da psicologia, dizem que o uso abusivo dos Smartphones, juntamente com a expansão das redes sociais contribuem para o isolamento do indivíduo que se sente acolhido no ambiente virtual, neste a complicação é que as redes sociais criam um ambiente de envolvimento, então pessoas que preferem interagir mais com o universo virtual do que com o real.

 Relatórios produzidos em 2018, pela Global Digital, da We Are Social e Global Mobile Consumer Survey, administrado pela consultoria Deloitte, apontam que os brasileiros passam cerca de 8h por dia navegando na internet. E dessas mais de 4h são de acessos realizados por meio de conexões móveis, dos próprios celulares. Além disso, a pesquisa ainda demonstrou que os usuários dos dispositivos de telefonia móvel no país desbloqueiam seus smartphones, em média, 60 vezes ao dia. O número cresce ainda mais entre os jovens, que checam seus celulares mais de cem vezes ao dia, isso é mais que a média global.

USO MODERADO

Os aparelhos trazem uma facilidade ao cotidiano e para quem tem uma vida muito agitada, realizar pagamento é uma delas. Segundo a estudante de pedagogia Lidiane Souza, o cotidiano está mais facilitado devido à implantação das novas ferramentas.

 “Faço pagamentos, hoje em dia nem em bancos vou mais, só se for algo muito grave que eu não consiga resolver pelo celular. Sou uma pessoa que apesar de encontrar facilidade no uso das tecnologias eu não sou muito de ficar em smartphones, vicio e muita necessidade dele, eu não possuo”, conclui.

O mundo corporativo também está cada vez mais adepto e aberto às tecnologias móveis, já que o principal objetivo é proporcionar mais produtividade, eficiência e economia nos processos internos e externos de uma determinada empresa.

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