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Conheça a história da procuradora que venceu o câncer de mama

No Outubro Rosa, PGE adere à campanha e alerta as pessoas sobre a temática

24/10/2021 às 08h15 Atualizada em 24/10/2021 às 09h49
Por: Redacao Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução
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“Depois de duas perdas gestacionais o Felipe foi uma criança muito esperada… e no quinto mês da gravidez dele descobrir que eu tinha câncer de mama foi assustador. Sempre fiz o auto exame, ia regularmente ao médico, então, foi muito complicado. O medo de morrer era muito grande”, conta a procuradora do Estado Thais Gaspar.

Este momento da sua vida aconteceu há cerca de dois anos e ela lembra o quanto foi complicado lidar com as emoções. “Senti um inchaço no seio e a princípio achamos que fosse devido às transformações do corpo causadas pela gravidez, mas um tempo depois não diminuía e resolvemos fazer exames mais específicos. Foi quando, infelizmente, tivemos a confirmação de um nódulo na mama que precisava ser tratado o mais rápido possível”, afirma.

A colaboração do marido durante todo o processo foi fundamental para ajudá-la a seguir firme e conseguir - na medida do possível - manter-se bem para não deixar seu filho mais velho (na época com seis anos) perceber o quanto a situação era grave. “Decidimos não contar porque ele era criança e como meu marido sempre foi muito otimista, parceiro, interessado e dedicado em deixar o ambiente mais leve para todos nós achamos que não haveria necessidade de fazê-lo sofrer. Mas não foi fácil.. quando fui fazer a cirurgia explicamos de forma lúdica e dissemos que eu voltaria logo”, lembra.

Graças à descoberta da doença no início, mesmo tomando medicamentos e fazendo quimioterapia e radioterapia Felipe nasceu saudável. “Claro que fiquei resistente no início para começar o tratamento porque tinha medo que afetasse o meu bebê, mas na verdade não tinha muito escolha e, além disso, a medicina está muito avançada o que contribui bastante”, frisa.

Thaís precisou fazer mastectomia e não pode amamentar, mas a circunstância de estar viva, ter nos braços seus dois filhos e ainda ao lado do seu grande amor, este fato foi mais um detalhe vencido por esta mulher guerreira. “Só de saber que mesmo por tudo que passamos juntos estávamos bem, não teve preço. Hoje continuo em tratamento e, por prevenção, já retirei o útero e os ovários. Em breve, farei mais uma mastectomia, dessa vez, da outra mama já que o câncer diagnosticado foi identificado tendo origem hormonal”, acrescenta.

Como mensagem a todas as pessoas ela faz duas observações que (re)aprendeu nos últimos anos. “A gente muda após passar por um processo tão intenso como é o do enfrentamento a um câncer. O medo de morrer é nítido. Mas após a tempestade alguns aprendizados ficam… O primeiro eu diria que é confiar e aceitar/esperar o andamento do processo, do tempo. A gente precisa confiar no profissional que está nos atendendo e viver o presente, pois a ansiedade e as conversas negativas só atrapalham o andamento da jornada. O segundo é que aprendi que precisamos falar de assuntos ruins, seja sobre morte, luto, doenças graves como câncer e tantas outras e exercitar a verdadeira empatia com o próximo”, relata.

A procuradora do Estado aceitou contar sua história como uma maneira de contribuir e alertar, principalmente, as mulheres para se cuidarem e irem regularmente às consultas médicas. “A prevenção ainda é a melhor opção. E, caso a notícia venha de forma positiva, de confirmação da doença, não podemos desesperar. Confie na ciência, na sua crença, nos tratamentos cada vez mais avançados e menos invasivos e aceite o processo”, finaliza.

A Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (PGE/MS) publicou nesta semana (18 a 22.10) uma série especial sobre a campanha Outubro Rosa e abordou o tema de diversos aspectos para encorajar as mulheres a terem autocuidado e a realizarem os exames necessários de prevenção.

Fabíola Marquetti Sanches Rahim, procuradora-Geral do Estado, explica que “de forma singela a PGE abraçou o Outubro Rosa com a intenção de alcançar a leitura não só dos integrantes da instituição, mas também da sociedade. Em nossa vida estamos sujeitos a passarmos por momentos delicados o que prova que temos que agradecer nosso presente e nos cuidarmos para termos um futuro especialmente saudável”, destaca.

A campanha tem por objetivo divulgar informações sobre o câncer de mama e de colo do útero e fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para a prevenção da doença. Considerando que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento mais efetivo.

Fotos:Arquivo pessoal

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