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Recém-nascida é encontrada morta dentro de saco de lixo e mãe é presa em flagrante por infanticídio

Corpo da criança apresentava ferimentos provocados por instrumento perfurocortante. Crime foi em Presidente Prudente, nesta segunda-feira (3).

04/01/2022 às 17h25
Por: Redacao Fonte: G1
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Faca possivelmente usada no crime foi apreendida pela polícia — Foto: Polícia Civil/Cedida
Faca possivelmente usada no crime foi apreendida pela polícia — Foto: Polícia Civil/Cedida

Uma mulher de 30 anos foi presa em flagrante por infanticídio, em Presidente Prudente (SP), nesta segunda-feira (3). Ela é acusada de matar a própria filha recém-nascida em sua casa, no Residencial Tapajós. Uma faca, possivelmente utilizada no crime, foi apreendida.

Em relatório preliminar de exame necroscópico foi apontado que a vítima era recém-nascida, do sexo feminino, cor branca, medindo 50 cm de altura, e que o corpo apresentava múltiplos ferimentos causados por instrumento perfurocortante.

“Apurou-se, ainda, que a examinada [criança] respirou após o nascimento (nasceu com vida) e que a causa da morte foi politraumatismo em decorrência de ferimentos por instrumento perfurocortante”, diz o laudo

Uma faca foi apreendida pela Polícia Científica durante o trabalho pericial na casa onde ocorreu o crime.

Conforme consta no boletim de ocorrência, todos os elementos apresentados, em especial, as oitivas dos policiais e de uma testemunha, indicam o crime de infanticídio.

O delegado ainda levou em consideração que o crime foi logo após o nascimento da criança. Ele cita que o "estado puerperal da autora como elemento presente quando o cometimento do crime". "É a situação em que a mulher, sob o trauma da parturição e dominada pelos elementos psicológicos, pratica a morte do recém-nascido", explicou.

No boletim de ocorrência, ele também enfatizou que a conduta da mulher "ocorreu logo após o parto, o que faz presumir estar ela sob a influência do estado puerperal, já que este é o efeito costumeiro de qualquer parto, não depende o seu reconhecimento de prova pericial".

Os fatos

A princípio, a Polícia Militar foi acionada para “auxílio à gestante” em uma casa do bairro Tapajós. Quando a equipe chegou ao local, constatou que a então gestante havia sido socorrida ao Hospital Regional e foi recebida por uma testemunha.

Dentro da residência, os militares constataram muitas manchas de sangue em vários cômodos e móveis, além de garrafas de vidros estilhaçadas e uma faca que estava em cima da pia do banheiro.

Posteriormente, os policiais visualizaram um saco de lixo de cor preta e dentro dele o corpo de um bebê, em óbito.

Depois dos trabalhos periciais, os policiais constataram que “a vítima apresentava múltiplas lesões similares àquelas produzidas por faca”.

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